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domingo, maio 31


ATIVIDADES DE PORTUGUÊS

01)  Separe o Sujeito do Predicado, depois grife o núcleo ou os núcleos, se houver, e classifique o sujeito em simples, desinencial (implícito), composto, indeterminado ou oração sem sujeito.

a)  As duas crianças estavam na creche da prefeitura.
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b) A madeira é usada na fabricação de utensílios domésticos, na construção de embarcações e de casas.
_______________________________________________________________
c)  Naquele rio perigoso, os meninos desobedientes nadavam.
______________________________________________________________
d)  As florestas nativas de São Paulo sobrevivem em pequena parte do território estadual.
______________________________________________________________
e) Por minha vontade eu ficava ouvindo aquele menino a vida inteira.
______________________________________________________________
f)   Os dois sobrinhos e seus colegas de escola foram acampar.
______________________________________________________________
g) Entregaram o cheque hoje pela manhã.
______________________________________________________________
h) Olhávamos as vitrines.
­______________________________________________________________
i)  Os exportadores  brasileiros vendem anualmente milhares de toneladas de frango.
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j) No carnaval, colorem a calçada confetes e serpentinas.
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k) Com saudades, saí à procura do amigo.
______________________________________________________________
l) No buraco da árvore, dois filhotes de onça dormiam.
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02) Defina o tipo de sujeito desta oração: "Fazia um calor insuportável no sertão."

a) Sujeito indeterminado
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito simples
d) Sujeito oculto.

03)  “Eu gosto muito de você.” Nesta oração o tipo de sujeito é:
a) Sujeito simples.
b) Sujeito oculto.
c) Oração sem sujeito.
d) Sujeito indeterminado.

04)  "Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.” Nesta oração o sujeito é:
a) Sujeito indeterminado.
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito oculto.
d) Sujeito composto.

05) A oração sem sujeito possui apenas:
a) sujeito.
b) núcleo.
c) Predicado.
d) Sujeito oculto.

06) "Falaram bem de você".  Nesta oração o sujeito é:
a) Oculto
b) simples
c) indeterminado
d) oração sem sujeito

Bom Estudo!

quarta-feira, setembro 18

NOVAS DICAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA.



 
Cuidado com a paroxítona terminada pela letra N.
 
Nós temos apenas 12 palavras paroxítonas terminadas por esta letra e a grande maioria pertence à Biologia. Por isso muito cuidado ao pluralizá-las, porque elas todas perdem o acento.
 HÍFEN = HIFENS
GÉRMEN = GERMENS
GLÚTEN = GLUTENS
LÍQUEN = LIQUENS
PÓLEN = POLENS
REGÍMEN = REGIMENS


EXCEÇÂO - As palavras que indicam os elementos do átomo:
PRÓTON - PRÓTONS
ELÉTRON - ELÉTONS
NÊUTRON - NÊUTRONS
ÂNION - ÂNIONS
ÍON - ÍONS
CÁTION - CÁTIONS

quinta-feira, agosto 29

REFORMA ORTOGRÁFICA

 

 Outras mudanças: Histórico das alterações do português


Por que é errado escrever PAÇARINHO assim? Quem é que disse que CAZA não se escreve dessa maneira? O ramo da gramática que estuda a escrita correta é a ortografia (orto se refere à correção, e grafia, escrita). Essas regras, no entanto, não são fixas, e variam com o tempo.

Para começar, é bom ter em mente que, quando se diz que escrever assim ou assado é certo ou errado, tem-se como parâmetro a gramática normativa. Isto é, são as regras previstas na norma culta - que deve ser respeitada em ambientes formais, como na escola, no trabalho etc. Quem não respeita essas regras não está propriamente escrevendo errado - apenas não está obedecendo à gramática normativa.

Mas mesmo essa gramática muda com o passar do tempo. Um texto escrito em português "correto" há 70 anos, por exemplo, é um pouco diferente dos textos atuais. Isso porque hoje, em português, adotamos o sistema ortográfico aprovado em 1943, com algumas pequenas alterações efetuadas em 1971. Em 2009, outras regras entraram em vigor, com uma nova reforma ortográfica do português e, mais uma vez, mudamos um pouco nossa maneira de escrever as palavras.

Convenção social
A ortografia é, portanto, uma convenção social. Estudiosos definem, de tempos em tempos, a melhor maneira de escrever as palavras - de acordo com objetivos diversos, como o de unificar a maneira de diferentes povos escrever ou para tornar a escrita mais lógica etc.

Você sabia, por exemplo, que, entre o século 2º e o Renascimento (séculos 15 e 16), usava-se uma escrita contínua, isto é, as palavras não eram separadas por espaços em branco (sóporcuriosidadeeparavocêentender)?

Durante a Idade Média, era difícil manter um padrão de língua - que era o latim. O chamado "latim vulgar" (dos povos) expandia-se com força, já que poucas pessoas tinham acesso à educação, e os textos eram copiados à mão.

Com a invenção da imprensa (entre 1400 e 1456) ficou mais fácil unificar a grafia e estabelecer aspectos ortográficos mais definidos.

Períodos da ortografia portuguesa
A língua portuguesa também mudou bastante com o passar do tempo. Resumidamente, pode-se dividir a história da ortografia portuguesa em três períodos distintos. O primeiro adotou o princípio fonográfico. Esse período vai do início da língua até o século 16. Nessa fase, se defendia que a ortografia deveria estar o mais próxima possível da pronúncia das palavras.

O segundo período é chamado de pseudoetimológico e abrange os séculos 16, 17 e 18. Entendia-se que as palavras deviam ser grafadas segundo suas origens. No caso da língua portuguesa, as formas gregas e latinas predominam.

O terceiro período é chamado de histórico-científico e abrange os séculos 19 e 21. Esse período caracteriza-se pela elaboração de vários acordos ortográficos.

O primeiro deles foi o Acordo de 1931 entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. Outros acordos podem ser citados: o Acordo Ortográfico de 1943; a Lei 5.765 de 18 de dezembro de 1971 (que alterou o acordo de 1943); o Acordo de 1975 (que não se transformou em lei nem veio a público) e o Protocolo de Intenções para o Acordo Ortográfico, de 1986.

A mais nova reforma ortográfica entrou em vigor em 1º. de janeiro de 2009, pondo em prática as regras estabelecidas pelo o decreto de nº 6.583, publicado em 29 de setembro de 2008, que promulgou no Brasil o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O Acordo foi assinado ainda em 1990 por representantes dos governos dos sete países que, naquela data, já tinham o português como idioma oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.


Mais informação? Acesse: educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/reforma-ortografica-outras-mudancas-historico-das-alteracoes-do-portugues.htm

quinta-feira, agosto 22

Um pouco mais sobre os VERBOS DE LIGAÇÃO.

Em determinadas circunstâncias, o contexto determina os verbos como sendo ou não de ligação
 
Ao estabelecermos familiaridade com os fatos linguísticos, devemos nos conscientizar de que as regras por eles proferidas nem sempre são estáticas, fixas. A depender de algumas circunstâncias, elas são passíveis de mudança, sobretudo em se tratando do contexto linguístico em que se encontram demarcados certos enunciados. Como aqui não daremos ênfase a todos os casos, elegeremos um deles: os verbos de ligação.

Trata-se daqueles verbos também denominados não nocionais, constituídos de significação imprecisa. Indo além de tais noções, parece ainda que mecanicamente mentalizamos: ser, estar, permanecer, ficar, continuar, andar, parecer e aí vai.  

O fato é que precisamos saber que, dependendo do contexto, alguns verbos, tidos como nocionais, passam de um estágio a outro – assumindo a posição de verbos de ligação. Assim, analisemos alguns casos (estabelecendo a diferença entre a ideia representada pela transitividade):

O garoto virou a mesa.
Aqui temos um verbo nocional, haja vista que indica uma ação. Portanto, trata-se de um verbo transitivo direto. 

O professor virou uma fera.
Será que aqui o verbo possui a mesma acepção semântica?
Obviamente que não, haja vista que denota o estado de ser do sujeito, ou seja, esclarece que ele ficou furioso.
Dessa forma, ele se classifica como verbo de ligação, no qual “uma fera” representa o predicativo do sujeito.

O operário caiu do décimo terceiro andar.
Nesse contexto, o verbo também denota uma ação – a ação de despencar de um dado lugar.

Vovó caiu doente.
O verbo não mais representa uma ação, mas sim um estado advindo do próprio sujeito. Portanto, ele se classifica como sendo de ligação, sobretudo porque o termo “doente” se classifica como predicativo do sujeito – atribuindo a ele uma qualificação.

Assim, como se pode perceber, a análise do contexto linguístico se torna o grande diferencial no momento de identificar a transitividade de um verbo, pois muitos considerados de ação podem atuar também como sendo de ligação.

terça-feira, junho 4

SUJEITO E NÚCLEO


Sujeito: Núcleo e classificação

O sujeito, um termo essencial da oração, é de quem (ou do quê) fala o verbo (quem morre? quem foi às compras? quem estava florindo?). Pode ter um ou mais núcleos.

No exemplo "Tonico mora no interior de São Paulo", o sujeito da oração - "Tonico" - é composto por uma só palavra. Mas o sujeito pode ser composto por mais de uma palavra.

Suponha que disséssemos:
"O meu amigo Tonico mora no interior de São Paulo".

Qual o sujeito desta oração? "O meu amigo Tonico", isto é, o nome próprio Tonico, precedido pelo
 artigo "O" e pelo pronome possessivo "meu".

Veja as seguintes orações:

a) Minha tataravó já morreu.

b) As belas modelos do Brasil encantam o mundo.

c) O nosso  presidente se faz de ingênuo.

Os sujeitos de todas elas são expressos por mais de uma palavra.
Em a) "Minha tataravó";
b) "As belas modelos do Brasil";
c) "O nosso presidente".

No entanto, uma das palavras que constitui cada um desses sujeitos é mais importante que as demais, pois ela é propriamente o termo sobre o qual se diz alguma coisa. Essa palavra é chamada de
 núcleo do sujeito. Nos exemplos citados, os núcleos do sujeito são, respectivamente, "tataravó", "modelos" e "presidente".

IMPORTANTE: Núcleo do sujeito é, portanto, a palavra principal que forma o sujeito.


 
Classificação do sujeito

Além disso, existem duas categorias ou tipos básicos de sujeito. São elas:

1)
 Sujeito determinado: É identificado pelo contexto ou pela terminação do verbo (que sempre concorda com o sujeito). São determinados todos os sujeitos que vimos nas três orações acima.

O sujeito determinado pode ser:

a)
 Simples: caso tenha um único núcleo. Exemplo:
Um homem alto abriu a porta.
O sujeito (quem abriu a porta?) é "um homem alto", ou seja, três palavras. Mas o "núcleo do sujeito" é homem. Ou seja, não é "um" quem está abrindo a porta, nem "alto", mas sim "homem". Logo,
 Núcleo do sujeito: "homem". Uma única palavra, sujeito determinado simples.

b)
 Composto: caso tenha mais de um núcleo. Exemplo:
Os tigres e os rinocerontes estão ameaçados de extinção. Núcleos do sujeito: "tigres" e "rinocerontes".

c)
 Oculto, elíptico ou desinencial: caso não esteja expresso na oração, mas possa ser identificado pela terminação (ou desinência) do verbo. Exemplo:
Ficamos abestalhados com tanta corrupção.
Veja, a desinência "amos" refere-se à primeira pessoa do plural, "nós".

2)
 Sujeito indeterminado: é aquele que não se pôde ou não se quis apontar e que também não se pode identificar pelo contexto ou pela terminação verbal. O sujeito indeterminado pode acontecer:

a) Com o verbo na terceira pessoa do plural não se referindo a nenhum substantivo no plural ou aos pronomes "eles" e "elas" anteriormente mencionados. Exemplo: Bateram minha carteira no ônibus.

b) Com verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação, na terceira pessoa do singular, acompanhados da partícula "se". Exemplo: Trata-se de um ladrão hábil, de um mão leve.


Oração sem sujeito

Apesar de ser um termo essencial da oração, o sujeito pode não existir em algumas orações. São as orações de sujeito inexistente, ou orações sem sujeito. (O mesmo não pode acontecer com o predicado - toda oração possui um).

No caso de orações sem sujeito, o processo que o verbo expressa refere-se a si mesmo e não pode ser atribuído a ninguém.

Em geral, são orações sem sujeito:

a) As que se referem a fenômenos da natureza. Exemplos:
Anoitece tarde no horário de verão.
 (pense: "quem é que anoitece tarde no horário de verão?", obviamente, 'ninguém anoitece. A oração não tem sujeito!)

Choveu muito ontem.
 (ninguém chove!)

Está trovejando.
 (o mesmo raciocínio!)

b) As que apresentam os verbos "haver", "fazer" e "ser", empregados de forma impessoal, como nos exemplos: Há poucos leitores no Brasil. Faz três anos que me mudei dali. Hoje são oito de fevereiro.

A propósito, cabe aqui uma observação: O verbo da oração
 sempre concorda com o sujeito em pessoa e número. Não se pode dizer, por exemplo, "ela vivemos na Europa", nem "nós vive na Europa". Sendo assim, volte umas linhas, ao item b e note que, embora estejamos nos referindo a "poucos leitores" e a "três anos" o verbo está no singular, assim como ao nos referirmos a "hoje" o verbo está no plural - o que reforça a ideia de inexistência de sujeito.

 

segunda-feira, maio 20

ADVÉRBIO

O advérbio é constituído por palavra de natureza nominal ou pronominal e se refere geralmente ao verbo, ou ainda, dentro de um grupo nominal unitário, a um adjetivo e a um advérbio (como intensificador), ou a uma declaração inteira. (BECHARA, 1999:287).
Advérbios são palavras modificadoras do verbo. Servem para expressar as várias circunstâncias que cercam a significação verbal.
Alguns advérbios, chamados de intensidade, podem também prender-se a adjetivos, ou a outros advérbios, para indicar-lhes o grau: muito belo (= belíssimo), vender muito barato (= baratíssimo). (LIMA, 1990: 174).
 
1. DEFINIÇÃO
Advérbio é a classe de palavras que:

a) Do ponto de vista sintático

Vem associada ao verbo, ao adjetivo ou ao próprio advérbio, podendo inclusive modificar uma frase inteira
Exemplos
  • O juiz morava longe.
  • O dia está muito calmo.
  • Falava muito bem.
  • Certamente, você saberá como proceder na hora oportuna.

b) do ponto de vista mórfico

É invariável
c) Do ponto de vista semântico
Denota circunstância de:
  • modo
  • tempo
  • lugar
  • dúvida
  • intensidade
  • negação
  • afirmação
OBS: A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescentam uma circunstância. Só os de intensidade é que podem também modificar adjetivos e advérbios.
2. CLASSIFICAÇÃO
Conforme a circunstância ou de acordo com a idéia acessória que exprimem, os Advérbios classificam-se em:
 
De dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, certamente, provavelmente, decerto, certo, possivelmente,  casualmente, por certo, quem sabe

De lugar: abaixo, acima, adiante, ali, aqui, cá, atrás, dentro, fora, lá, perto, longe, algures, alhures, nenhures, antes, acolá, além, detrás, aquém, onde, aí,  aonde, debaixo, defronte, adentro, afora, embaixo, externamente, a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta

De modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, pior, melhor, acinte, ás pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente, generosamente

De tempo: agora, hoje, ontem, amanhã, depois, anteotem, já, sempre, amiúde, cedo, tarde, antes, ora, outrora, logo, primeiro, outrora, dantes, ainda, antigamente, doravante, nunca, então, ora, jamais, enfim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia

De intensidade: muito, mui, assaz, pouco, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo, demais, nada, em excesso, quanto, quão, tanto, assaz, que(equivale a quão), tudo, nada,  quase, de todo, de muito, por completo, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis)

De afirmação: sim, certamente, deveras, incontestavelmente, realmente, efetivamente, decerto, efetivamente, certo, decididamente,  indubitavelmente

De negação: não, jamais, nunca, nada, absolutamente, nem, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
3. ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS
Usados em interrogações diretas ou indiretas.
São as palavras:
  • onde?
  • aonde?
  • donde?
  • quanto?
  • quando?
  • como?
  • por que?
  • para que?
OBS: O advérbio onde pode combinar-se com a preposição a (aonde) e com a preposição de (donde) e o uso de cada uma das formas pode ser descrita assim:
 
Onde: Indica o lugar em que se situa a ação verbal: Onde você mora?  
Aonde: Indica o lugar para o qual se dirige a ação verbal: Aonde você quer chegar?
Donde: Indica o lugar do qual parte a ação verbal: Donde você veio?  
Interrogação: Direta Interrogação Indireta
Quanto custa isto? Diga-me quanto custa isto.
Quando voltas? Querem saber quando voltas.  
Como sabes isto? Ignoro como sabes isto.  
Por que choras? Não sei por que choras.  
Para que estudas? Pergunto para que estudas.
4. LOCUÇÃO ADVERBIAL
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio tem- se a locução adverbial que podem expressar as mesmas noções dos advérbios. É a expressão formada de preposição + substantivo, ligada ao verbo com função equivalente ao do advérbio. Iniciam ordinariamente por uma preposição.
De lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, para fora, por aqui, por ali, por aí...
De afirmação: por certo, sem dúvida...
De modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, de soslaio, de chofre, de viva voz.
De tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, passo a passo, por miúdo.
OBS: Não confundir a locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempre depois do advérbio ou da locução adverbial: Ex: perto de, antes de, dentro de..

Vamos começar nosso estudo analisando duas frases que contém advérbios.
  • Pedro bebe compulsivamente.
  • João compareceu pontualmente
É lícito dizer que compulsivamente indica o modo como Pedro bebe e que pontualmente particulariza a forma como João compareceu. Ou seja, as duas palavras estão modificando as ações denotadas nas frases. Diante disso, podemos dizer que em muitos usos, uma característica bem definida dos advérbios é funcionar como complementos frasais. Vamos adiante, analisando outra série:
  • Gisele desfilou linda.
  • Gisele desfilou muito.
  • Gisele desfilou muito linda.
Na primeira frase, linda modifica Gisele . Na segunda frase, muito modifica a ação denotada por desfilou . Na terceira frase, linda modifica Gisele , mas muito não modifica a ação do verbo, modifica sim, o adjetivo linda . Conclusão: advérbios podem modificar adjetivos. Vamos adiante.
  • Pedro dirige muito.
  • Pedro dirige muito bem.
Na primeira frase, entende-se que muito  quantifica a ação indicada na frase e explicitada pelo verbo. Já na segunda frase, se nos baseássemos no comportamento típico dos adjetivos, por exemplo, concluiríamos que Pedro dirige muito e bem. Mas não é o que acontece com os advérbios. A interpretação correta da frase é que Pedro dirige mais do que bem, dirige bem além da conta. O advérbio muito , nesse caso não modifica a ação do verbo, mas modifica o outro advérbio ( bem ). Esta é mais uma característica dos advérbios. Modificam outros advérbios.
Com essas análises, concluímos que advérbios podem complementar frases, além de modificar adjetivos e outros advérbios. Isso nos servirá como ponto de partida para nossa análise dos advérbios, uma classe difícil, cuja definição exige um esforço considerável. Para isso, teremos que levar em conta aspectos morfológicos, sintáticos e semânticos.

Contraste entre adjetivos e advérbios

Estudando atentamente os adjetivos e os advérbios encontramos várias similaridades e convergências entre as duas classes, de tal forma que chega ser tentadora a idéia de tratá-las como subconjuntos de uma classe maior de modificadores. Essa conclusão surge da observação de séries como a apresentada a seguir:
  • A bailarina é linda.
  • A bailarina dança lindamente.
Observe que tanto linda como lindamente apresentam o mesmo radical, que ambas as palavras são modificadores e o sentido que portam é basicamente o mesmo nos dois casos exemplificados, ou seja, uma qualidade, a beleza, está sendo atribuída a uma pessoa e a uma ação respectivamente.

 

DICAS                          Índice

Não procure decorar os advérbios ou locuções adverbiais. O que faz com que uma palavra pertença a uma classe é a relação que ela estabelece com as outras.Por exemplo, a palavra meio pode ser advérbio, mas nem sempre o será.
Veja:
  • "Estava meio atrasado" (advérbio)
  • "Resolvi dar meia volta" (numeral)
  • "O meio universitário era favorável para a disseminação daquelas idéias" (substantivo)

ADJUNTO ADVERBIAL

  É a palavra ou expressão que acompanha um verbo, um adjetivo ou um advérbio modificando a natureza das informações que esses elementos transmitem. Por esse seu caráter, o adjunto adverbial é tido como um modificador. Pelo fato de não ser um elemento essencial ao enunciado, insere-se no rol dos termos acessórios da oração.
 
A modificação que os adjuntos adverbiais conferem aos elementos aos quais se liga na sentença é de duas naturezas: a primeira, de modificação circunstancial, e a segunda, de intensidade.
 

Exemplos:

Os candidatos foram selecionados aleatoriamente.
...[aleatoriamente: modifica o segmento verbal "foram selecionados"]
...[natureza do adjunto adverbial: modificador]

Os preços dos remédios aumentaram demais.
...[demais: intensifica o segmento verbal "aumentaram"]
...[natureza do adjunto adverbial: intensificador]

Os adjuntos adverbiais podem ser representados por meio de um advérbio, uma locução adverbial ou uma oração inteira denominada oração subordinada adverbial.

 

Exemplos:

Os ingressos para o espetáculo de dança esgotaram-se hoje.
...[hoje: advérbio = adjunto adverbial]
Acompanharemos de perto todos os teus passos!
...[de perto: locução adverbial = adjunto adverbial]
Eles sabiam que me magoavam com aquela maneira de falar.
...[com aquela maneira de falar: oração subordinada adverbial]
Frequentemente observa-se certa confusão estabelecida entre o adjunto adverbial expressado por uma locução adverbial e o objeto indireto. Isso se dá porque ambas as construções são introduzidas por uma preposição. Deve-se ter claro, no entanto, que o objeto indireto é essencial para complementar o sentido de um verbo transitivo indireto, ao passo que o adjunto adverbial é elemento dispensável para a compreensão do sentido tanto de um verbo como de qualquer outro elemento ao qual se liga. Além disso, o objeto indireto é complemento verbal; já o adjunto adverbial pode ou não estar associado a verbos.

Exemplos:

Essa minha nota equivale a um emprego.
...[a um emprego: complementa o sentido do verbo transitivo indireto"equivaler"]
...[a um emprego: objeto indireto]
Estávamos todos reunidos à mesa.
...[à mesa: modifica a informação verbal "estávamos reunidos"]
...[à mesa: adjunto adverbial (de lugar)]
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br
 
Adjunto Adverbial

É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio.
Observe as frases abaixo:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.
Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma verbal respeitam, que é núcleo do predicado verbal. No segundo, intensifica o adjetivo interessante, que é o núcleo do predicativo do sujeito. Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo do adjunto adverbial de modo.

Veja o exemplo abaixo:
 
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias:
amanhã indica tempo;
de bicicleta indica meio;
àquela velha praça indica lugar.
Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele expressa, os termos acima podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de tempo, adjunto adverbial de meio e adjunto adverbial de lugar.

O adjunto adverbial pode ser expresso por:
 
1) Advérbio: O balão caiu longe.
2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.
3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me.

Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por um adjunto adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação dão origem a orações sugestivas.

Por Exemplo:
 
Entreguei-me calorosamente àquela causa.
É difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade. Na verdade, parece ser uma fórmula de expressar ao mesmo tempo as duas circunstâncias. Por isso, é fundamental levar em conta o contexto em que surgem os adjuntos adverbiais.

 

Classificação do Adjunto Adverbial

Listamos abaixo algumas circunstâncias que o adjunto adverbial pode exprimir. Não deixe de observar os exemplos.

  Acréscimo

Por Exemplo:
Além da tristeza, sentia profundo cansaço.

 

  Afirmação

Por Exemplo:
Sim, realmente irei partir.
Ele irá com certeza.


Assunto

Por Exemplo:
Falávamos sobre futebol. (ou de futebol, ou a respeito de futebol).

 

Causa

Por Exemplo:
Com o calor, o poço secou.
Não comentamos nada por discrição.
O menor trabalha por necessidade.

  

Companhia

Por Exemplo:
Fui ao cinema com sua prima.
Com quem você saiu?
Sempre contigo irei estar.

   

Concessão

Por Exemplo:
Apesar do estado precário do gramado, o jogo foi ótimo.

 

  Condição

Por Exemplo:
Sem minha autorização, você não irá.
Sem erros, não há acertos.

 

 Conformidade

Por Exemplo:
Fez tudo conforme o combinado. (ou segundo o combinado)

 

Dúvida

Por Exemplo:
Talvez seja melhor irmos mais tarde.
Porventura, encontrariam a solução da crise?
Quiçá acertemos desta vez.

 

 Fim, finalidade

Por Exemplo:
Ela vive para o amor.
Daniel estudou para o exame.
Trabalho para o meu sustento.
Viajei a negócio.

 

Frequência

Por Exemplo:
Sempre aparecia por lá.
Havia reuniões todos os dias.

 

Instrumento

Por Exemplo:
Rodrigo fez o corte com a faca.
O artista criava seus desenhos a lápis.

 

Intensidade

Por Exemplo:
A atleta corria bastante.
O remédio é muito caro.

  

Limite

Por Exemplo:
A menina andava correndo do quarto à sala.

 

Lugar

Por Exemplo:
Nasci em Porto Alegre.
Estou em casa.
Vive nas montanhas.
Viajou para o litoral.
"Há, em cada canto de minh’alma, um altar a um Deus diferente." (Álvaro de Campos)

 

Matéria

Por Exemplo:
Compunha-se de substâncias estranhas.
Era feito de aço.

 

Meio

Por Exemplo:
Fui de avião.
Viajei de trem.
Enriqueceram mediante fraude.

 

  Modo

Por Exemplo:
Foram recrutados a dedo.
Fiquem à vontade.
Esperava tranquilamente o momento decisivo.

 

 Negação

Por Exemplo:
Não há erros em seu trabalho.
Não aceitarei a proposta em hipótese alguma.

 

 Preço

Por Exemplo:
As casas estão sendo vendidas a preços muito altos.

 

Substituição ou troca

Por Exemplo:
Abandonou suas convicções por privilégios econômicos.

 

Tempo

Por Exemplo:
O escritório permanece aberto das 8h às 18h.
Beto e Mara se casarão em junho.
Ontem à tarde encontrou um velho amigo.
.
Fonte: www.soportugues.com.br

quinta-feira, outubro 4

Verbo de ação ou de ligação?

Verbo de ao ou de ligao?
O que determina se um verbo é de ação ou de ligação é o contexto
Por certo que os verbos de ação, bem como os de ligação, não representam nenhuma novidade para você, não é verdade?
Pois bem, os de ligação, como você pôde conferir por meio do texto “Verbos de ligação”, são aqueles que indicam estado, modo de ser do sujeito.
Relembrados esses conceitos, gostaríamos que você soubesse que um mesmo verbo pode ser ora de ligação, ora de ação. Sabe o que irá determinar se um ou se outro? Você já ouviu falar sobre a palavrinha contexto?
Caso não, saiba que se refere à situação, à circunstância em que é expressa uma determinada oração, uma determinada situação comunicativa. Assim, de modo a reconhecermos de forma adequada se um verbo é de ligação ou de ação, analisemos juntos os seguintes exemplos:
Um mesmo verbo pode ser de ao ou de ligao, dependendo do contexto
Mamãe virou uma fera.
Aqui temos um estado de ser da mamãe, ou seja, referindo-se ao modo como ela se apresentou diante de uma determinada situação. Dessa forma, dizemos que o verbo é de ligação.
O cãozinho virou a mesa.
Obviamente que aqui se trata de uma ação realizada pelo cãozinho. Assim, afirmamos que se trata de um verbo de ação.







OBRIGADO(A) EU ou VOCÊ?

Obrigado eu? Obrigado voc?
Ao responder um agradecimento você deve dizer obrigado eu, e não obrigado você
Dizer obrigado (no caso de a pessoa ser homem) ou obrigada (no caso de a pessoa ser mulher) revela uma das muitas formas de demonstrar educação, gentileza, respeito, cordialidade, enfim, tantas são as características que se tornaria até difícil descrevê-las nesse momento.
Pois bem, quando você diz “obrigado (a)”, você nunca fala para si mesmo (a), mas sim para alguém, com o intuito de agradecer a essa pessoa por ela ter feito algo de positivo. Assim, como deverá ser a forma da qual ela se utilizará para responder ao seu agradecimento? Será obrigado (a) eu? Ou será obrigado (a) você?Se a pessoa disser “obrigado (a) você”,  a ideia que logo se tem é a de que esse alguém que faz o agradecimento é que fica na obrigação de fazer algo por você, dando a impressão de mando, ordem, de algo que “soa” ríspido, descortês, não é verdade?
Perceba como a situação se inverte se o discurso se manifestar por outra forma, representada agora por um simples “obrigado (a) eu”. Nesse caso, a pessoa que está respondendo ao agradecimento é que se sente na obrigação de fazer algo por você, que agradeceu.
Mas será que ainda há uma certa estranheza? Não se preocupe, pois existem outras formas, mais simples até, as quais farão o mesmo sentido e com certeza não causarão nenhuma dúvida, nenhuma incorreção, nesse momento tão importante entre duas pessoas.
Vrias so a formas de responder a algum que faz um agradecimento
POR NADA
NÃO HÁ DE QUÊ
DE NADA
EU QUE AGRADEÇO
Saiba que essas são formas adequadas de responder a alguém que lhe diz obrigado (a), ok?
http://www.escolakids.com/obrigado-eu-obrigado-voce.htm  - SAIBA MAIS!







sábado, agosto 25

AMORES, MAIS ALGUMAS ATIVIDADES DE REVISÃO. SIGAM O LINK PARA ACESSAR O GABARITO, OK?


Identifique e Classifique o Predicado:
01. José chegou cansado.
02. O espetáculo foi emocionante.
03. Chove bastante na minha região.
04. O professor já corrigiu as provas.
05. Prenderam o ladrão.
06. Monica é muito simpática.
07. Vive-se bem no campo.
08. Perdi minha caneta.
09. Você acha minha caneta feia?
10. Os excursionistas chegaram cansados.
11. Bateram à porta.
12. Estava irritado com as brincadeiras.
13. Compareceram todos atrasados à reunião.
14. Come-se com fartura em sua casa.
15. Foi muito difícil a última questão.
16. Cresceram  aquelas árvores.
17. O ônibus saiu atrasado.
18. Anoiteceu.
19. Chegaram os filhos da vizinha.
20. Crê-se em Deus.
21. Todos ficaram quietos.
22. Magda abriu o pacote, surpresa.
23. O filme é impróprio a menores de 18 anos.
24. A taxa de mortalidade infantil está elevada.
25. A chuva caia fina.
26. Choveu garrafa vazia lá de cima.
27. Trovejou muito.
28. Ele criou um bom enredo para a história.
29. Jovens optam por uma vida mais saudável.
30. O eclipse total do sol começa às oito horas.
31. O cão uivava triste ao luar.
32. Nesse instante um forte trovão abalou os ares.
33. A História é a mestra da vida.
34. A despedida deixava a mãe aflita.
35. Jorge aceitou o trato.
36. Belíssimo realmente é o seu apartamento.
37. As doenças e as guerras ceifam milhares de vida.
38. O menino abriu a porta ansioso.
39. Raros são os verdadeiros líderes.
40. Marta entrou séria.
41. Os alunos saíram da aula alegres.
42. Choviam flores do helicóptero.
43. À noite, eu e Rodrigo iremos ao cinema.
44. Ele trovejava impropérios sobre a turba.
45. Quebraram a lanterna do meu carro.
46. Subitamente, pararam todos.
47. Estavam com fome.
48. Aproximou-se então uma menina.
49. Soou na escuridão uma pancada seca.
50. A criança entrou no quarto feliz. ®Sérgio.
Para acessar ao gabaritoclique Aqui!
http://www.recantodasletras.com.br/gramatica/2874778
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Se você encontrar omissões e/ou erros (inclusive de português), relate-me.
Agradeço a visita e, antecipadamente, qualquer comentário. Volte Sempre!
Ricardo Sérgio