quinta-feira, agosto 22

Um pouco mais sobre os VERBOS DE LIGAÇÃO.

Em determinadas circunstâncias, o contexto determina os verbos como sendo ou não de ligação
 
Ao estabelecermos familiaridade com os fatos linguísticos, devemos nos conscientizar de que as regras por eles proferidas nem sempre são estáticas, fixas. A depender de algumas circunstâncias, elas são passíveis de mudança, sobretudo em se tratando do contexto linguístico em que se encontram demarcados certos enunciados. Como aqui não daremos ênfase a todos os casos, elegeremos um deles: os verbos de ligação.

Trata-se daqueles verbos também denominados não nocionais, constituídos de significação imprecisa. Indo além de tais noções, parece ainda que mecanicamente mentalizamos: ser, estar, permanecer, ficar, continuar, andar, parecer e aí vai.  

O fato é que precisamos saber que, dependendo do contexto, alguns verbos, tidos como nocionais, passam de um estágio a outro – assumindo a posição de verbos de ligação. Assim, analisemos alguns casos (estabelecendo a diferença entre a ideia representada pela transitividade):

O garoto virou a mesa.
Aqui temos um verbo nocional, haja vista que indica uma ação. Portanto, trata-se de um verbo transitivo direto. 

O professor virou uma fera.
Será que aqui o verbo possui a mesma acepção semântica?
Obviamente que não, haja vista que denota o estado de ser do sujeito, ou seja, esclarece que ele ficou furioso.
Dessa forma, ele se classifica como verbo de ligação, no qual “uma fera” representa o predicativo do sujeito.

O operário caiu do décimo terceiro andar.
Nesse contexto, o verbo também denota uma ação – a ação de despencar de um dado lugar.

Vovó caiu doente.
O verbo não mais representa uma ação, mas sim um estado advindo do próprio sujeito. Portanto, ele se classifica como sendo de ligação, sobretudo porque o termo “doente” se classifica como predicativo do sujeito – atribuindo a ele uma qualificação.

Assim, como se pode perceber, a análise do contexto linguístico se torna o grande diferencial no momento de identificar a transitividade de um verbo, pois muitos considerados de ação podem atuar também como sendo de ligação.

quinta-feira, junho 27

MUST or HAVE TO

There are two modal verbs to show obligation or necessity.

Must Have to  

Must 

 Must is for simple present and usually shows general obligations.
  • Travellers must show their passport before boarding a plane. 
  • You must use a pencil on the test.
 It is formal and normally used only in writing.
  •  All employees must wear proper safety equipment.  

Have to 

Have to is not an actual modal verb, but it is used like a modal.

You must conjugate the verb "have" depending on the time and subject.
  •  I have to work tomorrow. 
  • She has to work tomorrow.
 It is used in all tenses.

  • I had to work last night. 
  • She has had to work every day this week. 

"Have to" is less formal than Must and is common in conversation.

 Must not and Don't have to 

 "Must not" and "don't have to" are completely different, and their meanings are often confused.

 "Must not" is a negative obligation and shows something that is prohibited.

            Example:
  You must not eat in the computer room.
(Food in the computer room is prohibited.)

"Don't have to" shows something that is not necessary.

           Example:
   I don't have to work today.
 (Working is not necessary.)


If you need more...
http://www.learnenglish-online.com/grammar/modalverbs.html

terça-feira, junho 4

SUJEITO E NÚCLEO


Sujeito: Núcleo e classificação

O sujeito, um termo essencial da oração, é de quem (ou do quê) fala o verbo (quem morre? quem foi às compras? quem estava florindo?). Pode ter um ou mais núcleos.

No exemplo "Tonico mora no interior de São Paulo", o sujeito da oração - "Tonico" - é composto por uma só palavra. Mas o sujeito pode ser composto por mais de uma palavra.

Suponha que disséssemos:
"O meu amigo Tonico mora no interior de São Paulo".

Qual o sujeito desta oração? "O meu amigo Tonico", isto é, o nome próprio Tonico, precedido pelo
 artigo "O" e pelo pronome possessivo "meu".

Veja as seguintes orações:

a) Minha tataravó já morreu.

b) As belas modelos do Brasil encantam o mundo.

c) O nosso  presidente se faz de ingênuo.

Os sujeitos de todas elas são expressos por mais de uma palavra.
Em a) "Minha tataravó";
b) "As belas modelos do Brasil";
c) "O nosso presidente".

No entanto, uma das palavras que constitui cada um desses sujeitos é mais importante que as demais, pois ela é propriamente o termo sobre o qual se diz alguma coisa. Essa palavra é chamada de
 núcleo do sujeito. Nos exemplos citados, os núcleos do sujeito são, respectivamente, "tataravó", "modelos" e "presidente".

IMPORTANTE: Núcleo do sujeito é, portanto, a palavra principal que forma o sujeito.


 
Classificação do sujeito

Além disso, existem duas categorias ou tipos básicos de sujeito. São elas:

1)
 Sujeito determinado: É identificado pelo contexto ou pela terminação do verbo (que sempre concorda com o sujeito). São determinados todos os sujeitos que vimos nas três orações acima.

O sujeito determinado pode ser:

a)
 Simples: caso tenha um único núcleo. Exemplo:
Um homem alto abriu a porta.
O sujeito (quem abriu a porta?) é "um homem alto", ou seja, três palavras. Mas o "núcleo do sujeito" é homem. Ou seja, não é "um" quem está abrindo a porta, nem "alto", mas sim "homem". Logo,
 Núcleo do sujeito: "homem". Uma única palavra, sujeito determinado simples.

b)
 Composto: caso tenha mais de um núcleo. Exemplo:
Os tigres e os rinocerontes estão ameaçados de extinção. Núcleos do sujeito: "tigres" e "rinocerontes".

c)
 Oculto, elíptico ou desinencial: caso não esteja expresso na oração, mas possa ser identificado pela terminação (ou desinência) do verbo. Exemplo:
Ficamos abestalhados com tanta corrupção.
Veja, a desinência "amos" refere-se à primeira pessoa do plural, "nós".

2)
 Sujeito indeterminado: é aquele que não se pôde ou não se quis apontar e que também não se pode identificar pelo contexto ou pela terminação verbal. O sujeito indeterminado pode acontecer:

a) Com o verbo na terceira pessoa do plural não se referindo a nenhum substantivo no plural ou aos pronomes "eles" e "elas" anteriormente mencionados. Exemplo: Bateram minha carteira no ônibus.

b) Com verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação, na terceira pessoa do singular, acompanhados da partícula "se". Exemplo: Trata-se de um ladrão hábil, de um mão leve.


Oração sem sujeito

Apesar de ser um termo essencial da oração, o sujeito pode não existir em algumas orações. São as orações de sujeito inexistente, ou orações sem sujeito. (O mesmo não pode acontecer com o predicado - toda oração possui um).

No caso de orações sem sujeito, o processo que o verbo expressa refere-se a si mesmo e não pode ser atribuído a ninguém.

Em geral, são orações sem sujeito:

a) As que se referem a fenômenos da natureza. Exemplos:
Anoitece tarde no horário de verão.
 (pense: "quem é que anoitece tarde no horário de verão?", obviamente, 'ninguém anoitece. A oração não tem sujeito!)

Choveu muito ontem.
 (ninguém chove!)

Está trovejando.
 (o mesmo raciocínio!)

b) As que apresentam os verbos "haver", "fazer" e "ser", empregados de forma impessoal, como nos exemplos: Há poucos leitores no Brasil. Faz três anos que me mudei dali. Hoje são oito de fevereiro.

A propósito, cabe aqui uma observação: O verbo da oração
 sempre concorda com o sujeito em pessoa e número. Não se pode dizer, por exemplo, "ela vivemos na Europa", nem "nós vive na Europa". Sendo assim, volte umas linhas, ao item b e note que, embora estejamos nos referindo a "poucos leitores" e a "três anos" o verbo está no singular, assim como ao nos referirmos a "hoje" o verbo está no plural - o que reforça a ideia de inexistência de sujeito.