quinta-feira, agosto 29

REFORMA ORTOGRÁFICA

 

 Outras mudanças: Histórico das alterações do português


Por que é errado escrever PAÇARINHO assim? Quem é que disse que CAZA não se escreve dessa maneira? O ramo da gramática que estuda a escrita correta é a ortografia (orto se refere à correção, e grafia, escrita). Essas regras, no entanto, não são fixas, e variam com o tempo.

Para começar, é bom ter em mente que, quando se diz que escrever assim ou assado é certo ou errado, tem-se como parâmetro a gramática normativa. Isto é, são as regras previstas na norma culta - que deve ser respeitada em ambientes formais, como na escola, no trabalho etc. Quem não respeita essas regras não está propriamente escrevendo errado - apenas não está obedecendo à gramática normativa.

Mas mesmo essa gramática muda com o passar do tempo. Um texto escrito em português "correto" há 70 anos, por exemplo, é um pouco diferente dos textos atuais. Isso porque hoje, em português, adotamos o sistema ortográfico aprovado em 1943, com algumas pequenas alterações efetuadas em 1971. Em 2009, outras regras entraram em vigor, com uma nova reforma ortográfica do português e, mais uma vez, mudamos um pouco nossa maneira de escrever as palavras.

Convenção social
A ortografia é, portanto, uma convenção social. Estudiosos definem, de tempos em tempos, a melhor maneira de escrever as palavras - de acordo com objetivos diversos, como o de unificar a maneira de diferentes povos escrever ou para tornar a escrita mais lógica etc.

Você sabia, por exemplo, que, entre o século 2º e o Renascimento (séculos 15 e 16), usava-se uma escrita contínua, isto é, as palavras não eram separadas por espaços em branco (sóporcuriosidadeeparavocêentender)?

Durante a Idade Média, era difícil manter um padrão de língua - que era o latim. O chamado "latim vulgar" (dos povos) expandia-se com força, já que poucas pessoas tinham acesso à educação, e os textos eram copiados à mão.

Com a invenção da imprensa (entre 1400 e 1456) ficou mais fácil unificar a grafia e estabelecer aspectos ortográficos mais definidos.

Períodos da ortografia portuguesa
A língua portuguesa também mudou bastante com o passar do tempo. Resumidamente, pode-se dividir a história da ortografia portuguesa em três períodos distintos. O primeiro adotou o princípio fonográfico. Esse período vai do início da língua até o século 16. Nessa fase, se defendia que a ortografia deveria estar o mais próxima possível da pronúncia das palavras.

O segundo período é chamado de pseudoetimológico e abrange os séculos 16, 17 e 18. Entendia-se que as palavras deviam ser grafadas segundo suas origens. No caso da língua portuguesa, as formas gregas e latinas predominam.

O terceiro período é chamado de histórico-científico e abrange os séculos 19 e 21. Esse período caracteriza-se pela elaboração de vários acordos ortográficos.

O primeiro deles foi o Acordo de 1931 entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. Outros acordos podem ser citados: o Acordo Ortográfico de 1943; a Lei 5.765 de 18 de dezembro de 1971 (que alterou o acordo de 1943); o Acordo de 1975 (que não se transformou em lei nem veio a público) e o Protocolo de Intenções para o Acordo Ortográfico, de 1986.

A mais nova reforma ortográfica entrou em vigor em 1º. de janeiro de 2009, pondo em prática as regras estabelecidas pelo o decreto de nº 6.583, publicado em 29 de setembro de 2008, que promulgou no Brasil o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O Acordo foi assinado ainda em 1990 por representantes dos governos dos sete países que, naquela data, já tinham o português como idioma oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.


Mais informação? Acesse: educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/reforma-ortografica-outras-mudancas-historico-das-alteracoes-do-portugues.htm

quinta-feira, agosto 22

Um pouco mais sobre os VERBOS DE LIGAÇÃO.

Em determinadas circunstâncias, o contexto determina os verbos como sendo ou não de ligação
 
Ao estabelecermos familiaridade com os fatos linguísticos, devemos nos conscientizar de que as regras por eles proferidas nem sempre são estáticas, fixas. A depender de algumas circunstâncias, elas são passíveis de mudança, sobretudo em se tratando do contexto linguístico em que se encontram demarcados certos enunciados. Como aqui não daremos ênfase a todos os casos, elegeremos um deles: os verbos de ligação.

Trata-se daqueles verbos também denominados não nocionais, constituídos de significação imprecisa. Indo além de tais noções, parece ainda que mecanicamente mentalizamos: ser, estar, permanecer, ficar, continuar, andar, parecer e aí vai.  

O fato é que precisamos saber que, dependendo do contexto, alguns verbos, tidos como nocionais, passam de um estágio a outro – assumindo a posição de verbos de ligação. Assim, analisemos alguns casos (estabelecendo a diferença entre a ideia representada pela transitividade):

O garoto virou a mesa.
Aqui temos um verbo nocional, haja vista que indica uma ação. Portanto, trata-se de um verbo transitivo direto. 

O professor virou uma fera.
Será que aqui o verbo possui a mesma acepção semântica?
Obviamente que não, haja vista que denota o estado de ser do sujeito, ou seja, esclarece que ele ficou furioso.
Dessa forma, ele se classifica como verbo de ligação, no qual “uma fera” representa o predicativo do sujeito.

O operário caiu do décimo terceiro andar.
Nesse contexto, o verbo também denota uma ação – a ação de despencar de um dado lugar.

Vovó caiu doente.
O verbo não mais representa uma ação, mas sim um estado advindo do próprio sujeito. Portanto, ele se classifica como sendo de ligação, sobretudo porque o termo “doente” se classifica como predicativo do sujeito – atribuindo a ele uma qualificação.

Assim, como se pode perceber, a análise do contexto linguístico se torna o grande diferencial no momento de identificar a transitividade de um verbo, pois muitos considerados de ação podem atuar também como sendo de ligação.

quinta-feira, junho 27

MUST or HAVE TO

There are two modal verbs to show obligation or necessity.

Must Have to  

Must 

 Must is for simple present and usually shows general obligations.
  • Travellers must show their passport before boarding a plane. 
  • You must use a pencil on the test.
 It is formal and normally used only in writing.
  •  All employees must wear proper safety equipment.  

Have to 

Have to is not an actual modal verb, but it is used like a modal.

You must conjugate the verb "have" depending on the time and subject.
  •  I have to work tomorrow. 
  • She has to work tomorrow.
 It is used in all tenses.

  • I had to work last night. 
  • She has had to work every day this week. 

"Have to" is less formal than Must and is common in conversation.

 Must not and Don't have to 

 "Must not" and "don't have to" are completely different, and their meanings are often confused.

 "Must not" is a negative obligation and shows something that is prohibited.

            Example:
  You must not eat in the computer room.
(Food in the computer room is prohibited.)

"Don't have to" shows something that is not necessary.

           Example:
   I don't have to work today.
 (Working is not necessary.)


If you need more...
http://www.learnenglish-online.com/grammar/modalverbs.html